quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Catalunha. Puigdemont pergunta a Juncker se já viu tantos milhares a apoiar «criminosos»


Expresso, 7 de Dezembro de 2017

No fecho de uma manifestação pela independência da Catalunha que juntou em Bruxelas cerca de 45 000 pessoas, o ex-presidente do Governo regional catalão apelou ao presidente da Comissão para que «a Europa se dê conta de que ainda pode desempenhar o seu papel» na crise catalã

O ex-presidente do Governo regional catalão, Carles Puigdemont, defendeu esta quinta-feira, em Bruxelas, que «a Catalunha é o melhor rosto da Europa» e perguntou ao presidente da Comissão Europeia se já viu tantos milhares nas ruas «em apoio a criminosos».

No encerramento de uma manifestação pela independência da Catalunha que, segundo a polícia, juntou em Bruxelas cerca de 45 000 pessoas, Puigdemont – que se encontra «refugiado» na capital belga desde finais de Outubro passado – apelou a Jean-Claude Juncker para que «a Europa se dê conta de que ainda pode desempenhar o seu papel» na crise catalã.

Argumentando que as dezenas de milhares de pessoas que hoje encheram as ruas em redor das instituições da União Europeia, em Bruxelas, «não são criminosos, mas sim democratas», Puigdemont deixou então uma pergunta ao presidente do executivo comunitário, se alguma vez viu «uma manifestação como esta de apoio a criminosos», em alusão aos dirigentes independentistas detidos e perseguidos pelas autoridades espanholas.

A polícia de Bruxelas reconheceu que a manifestação desta quinta-feira foi das maiores «não belgas» alguma vez realizada na capital do país (e à qual se juntaram membros e simpatizantes do partido nacionalista flamengo N-VA).

«Queremos uma Europa de cidadãos livres, que escute os seus cidadãos, além de escutar os Estados», disse o presidente deposto da Generalitat, que voltou a acusar a União Europeia de «dar apoio» ao presidente do Governo espanhol, Mariano Rajoy.

O slogan da manifestação era «Acorda Europa!», gritado ao longo do dia pelos manifestantes, a maioria dos quais «embrulhados» em bandeiras da Catalunha.

Em jeito de campanha, Puigdemont instou os manifestantes a irem às urnas a 21 de Dezembro próximo, nas eleições catalãs, «pela liberdade e pela dignidade».

Os manifestantes chegaram a Bruxelas pelos mais diversos meios de transporte: além dos voos comerciais, centenas viajaram em voos «charter», foram mobilizados mais de 250 autocarros, alguns dos quais tiveram muitas dificuldades em chegar ao «quarteirão europeu», já que os acessos ficaram bloqueados, e outros deslocaram-se mesmo em viaturas particulares.

Às janelas de alguns edifícios em redor do «quarteirão europeu» eram visíveis algumas bandeiras espanholas, que suscitavam vaias dos manifestantes.

A tentativa de criar na Catalunha um Estado soberano e independente de Espanha terminou com a intervenção judicial do Governo central na região, o que levou o então presidente do governo regional e outros governantes a refugiarem-se em Bruxelas.

Uma dezena de líderes separatistas estão a ser investigados pela justiça espanhola por alegados crimes de rebelião, sedição e peculato.





terça-feira, 14 de novembro de 2017

Tem razão de ser!


Abel Matos Santos, Fundador da TEM – Tendência Esperança em Movimento/CDS

A corrente de opinião TEM – Tendência Esperança em Movimento pretende recolocar o ideário democrata cristão como ponto central da acção política do CDS.

Faz agora um ano que eu e o Luís Gagliardini Graça começámos a dar forma à primeira corrente de opinião dentro do CDS. Uma figura estatutária da autoria de Paulo Portas com o intuito de estimular a discussão interna e a busca de soluções para os problemas do país.

Nessa altura, todos aplaudiram e o congresso aprovou unanimemente essa novidade, sendo que logo alguns tentaram tornar numa realidade as tendências, como se passaram a designar.

Mesquita Nunes e Pires de Lima foram uns dos que tentaram criar uma corrente liberal, sem sucesso, não chegaram ao número necessário de assinaturas de militantes. As tentativas esmoreceram e ficou tudo por ali e nunca mais nenhuma se afirmou formalmente.

Agora, ao longo deste ano, conseguimos obter mais do que as assinaturas necessárias, percorremos o país onde nos foi possível ir e tomámos consciência da realidade profunda do Partido. Fomos bem aceites, afirmámos valores e príncipíos, trouxemos e re-aproximámos pessoas de novo ao CDS e fomos os primeiros a entregar um processo de formalização impecável.

Surge a corrente de opinião TEM – Tendência Esperança em Movimento, que pretende recolocar o ideário democrata cristão como ponto central da acção política do CDS, o que hoje não acontece. Não é uma crítica, é uma realidade, e, queremos legitimamente contribuir para influenciar o caminho, as políticas e as soluções. Não pode parecer mal a ninguém de bem!

Ficámos felizes e contentes, tinhamos conseguido aquilo que ainda ninguém tinha alcançado, serviço ao Partido e ao país, acrescentar valor, fazer acontecer e crescer, para sermos construção e parte da solução dos problemas que a todos dizem respeito.

Mas pasme-se… alguns daqueles que antes eram a favor das correntes de opinião, agora já não são! Afirmam-se contra porque não compreendem como uma tendência democrata cristã pode existir num partido democrata cristão e até querem, no próximo congresso, alterar os Estatutos e acabar com esta ideia, péssima, dizem eles! Que pensará Portas disto?

(...)





Quem pode, na Igreja, julgar o Papa?


Nuno Serras Pereira

O código de Direito Canónico actual, no seguimento da tradição, afirma, com toda a clareza, que ninguém o pode fazer.  Mas se um Papa, hipoteticamente falando, se tornasse um herege formal deixaria de ser católico. Ora se somente alguém que é católico pode validamente ser eleito Papa, também só se pode continuar a ser Papa permanecendo na Fé Católica – o que não seria o caso se se  tornasse formalmente herege. Deixando, pois, de ser Papa pode e deve ser julgado e deposto. Por isso, Santo Afonso Maria de Ligório, ilustríssimo jurista, Bispo, Doutor da Igreja e patrono dos Teólogos da Moral afirma com toda a clareza, em concordância com múltiplos outros: «Mas nós respondemos não haver qualquer dúvida que o Papa possa ser deposto por um Concílio, quando fosse declarado herético, caso definisse uma doutrina oposta à Lei Divina ...» [1]


[1] (Cf. http://apologetica-cattolica.net/magistero/item/162-s-alfonso-m-de-liguori-affermo-che-un-papa-eretico-puo-essere-condannato-e-deposto.html )





segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Congresso Internacional sobre Cristóvão Colon


Caros amigos e interessados no tema,

A Associação Cristóvão Colon, em parceria com a Academia Portuguesa de História, a Academia de Marinha e a Comissão Portuguesa de História Militar, vai realizar o 1.º Congresso Internacional em Portugal sobre Cristóvão Colon.

Está aberto para comunicações de historiadores, académicos, pesquisadores ou estudiosos nacionais e estrangeiros, as quais serão seleccionadas pela Comissão Científica.

Solicitamos também a sua divulgação pelos meios que entenderem apropriados.

Em anexo poderão consultar a respectiva Apresentação e Call for Papers.

ou na nossa página

http://colon-portugues.blogspot.pt/


Cumprimentos

ACC

Carlos Calado





Simpósio deplora: Vaticano acolhe os maiores inimigos da vida


Steven Mosher, presidente do Population Research Institute, denunciou
que o Catholic Relief Services da Conferência Episcopal dos EUA promove
abortivos e contraceptivos no Quénia

Luis Dufaur, Valores inegociáveis respeito à vida, à família e à religião, 7/11/2017

O cientista social e escritor Steven Mosher, presidente do Population Research Institute, qualificou o sofisma do «aquecimento global» de inimigo da santidade das vidas humanas inocentes.

Falou durante o simpósio internacional «Ambientalismo e mudança climática: uma avenida para a limitação da população», sobre a natureza anticristã do controle da população mundial.

Divulgada pelo «Life Site News», a sua palestra teve o seguinte título: «Como os inimigos radicais da vida estão a tocar a sua agenda global para acabar com a pobreza eliminando os pobres».

Especialista em política no interior da China, Mosher começou por lembrar que a temperatura da Terra está sempre a oscilar, por vezes de modo dramático.

«Fiz um estudo histórico das mudanças climáticas na China, o qual mostra que há 2 000 anos a temperatura média do país era vários graus mais quente do que hoje. E precisou passar muito tempo para que ocorresse a alguém falar em mudança climática e aquecimento global».

O escritor, que se especializou em Oceanografia pela Universidade de Washington, lembrou que no período Jurássico a Terra tinha uma média de temperatura de 15 graus acima da média actual.

Mosher lembra que os mesmos «especialistas» que nos anos de 1970 espalhavam fanaticamente que a Terra estava a entrar numa nova «Era Glacial» viraram agora 180 graus.

«A verdade é que ninguém sabe o que acontecerá no futuro com o clima. Nós tivemos aquecimentos globais e eras glaciais ainda antes de os homens inventarem os motores».

«Esta é a maior fraude científica jamais perpetrada no seio da família humana».

Paul Ehrlich é o mais famoso pregador de uma redução drástica da humanidade,
mas é acolhido no Vaticano como autoridade enquanto bane os defensores
Mosher denunciou que os «especialistas» promotores da teoria do «aquecimento global» humanamente gerado estão «a gastar biliões de dólares em pesquisas financiadas e sendo pagos para isto. E se não provarem o ‘aquecimento global’, não terão os créditos renovados».

O meteorologista Anthony Watts estima que para alimentar o «boato climático» foram gastos entre $1,5 e $2 triliões de dólares.

Para Mosher, como para muitos estudiosos, uma elevação da temperatura global seria positivo, pois aumentaria muito a produção de alimentos. Havendo aquecimento, o Canadá e a Sibéria teriam enormes extensões de terra aproveitáveis pela agro-indústria.

Mas o que se vê é o contrário, disse Mosher. É «politicamente correcto» gastar um bilião de dólares por ano num «gigantesco esforço de propaganda» contra a ciência e o bom senso.

«Eles manipulam o ‘aquecimento global’ como desculpa para justificar a sua guerra contra o homem a promover abortos, a esterilização e a contracepção no mundo».

Mosher deplorou ainda que «alguns dos participantes de recentes congressos no Vaticano tenham um longo histórico de promoção da limitação da natalidade e do aborto. Isto está em oposição ao ensinamento da Igreja».

«Eu fiquei surpreendido que fosse dada pelo próprio Vaticano uma cátedra a estas pessoas para propagarem posições que violam directamente o ensino católico».

Segundo Michael Hichborn, presidente do Lepanto Institute, que promoveu o Congresso, activistas pró-aborto estabeleceram uma cabeça-de-ponte dentro da Igreja católica com o pretexto de salvar o meio ambiente.

Uma vez lá dentro, estão «a trabalhar activamente para minar e subverter a Igreja e os seus ensinamentos», num «ataque sem precedentes».

Mosher acrescentou que está horrorizado com «certas pessoas no Vaticano que estão mais interessadas em ganhar aplausos do mundo do que em evangelizar e levar o maior número possível de almas para o Céu».

Mencionou como exemplo de convidado do Vaticano o seu ex-colega Paul R. Ehrlich, que divulga «pontos de vista extremistas sobre o crescimento da população, comparando-o ao crescimento de um cancro».


Acrescentou que os alarmistas são «anti-humanos», inspirados por um «ódio demoníaco contra os nossos colegas e os seres humanos. Derramam copiosas lágrimas quando um cachorro ou um gato é maltratado, mas nem olham para as 4 000 crianças brutalmente assassinadas nos ventres maternos por dia nos EUA».

A Pontifícia Academia das Ciências só deveria convidar católicos, completou Mosher. Mas ao ouvir estes inimigos da vida, o Papa Francisco atribuiu a fome mundial às mudanças climáticas, o que «inverte totalmente os factos».

Hichborn, por sua vez, completou: «Se não combatermos isto agora, depois será tarde, porque não ficará civilização para defender».





domingo, 12 de novembro de 2017

Pacheco Pereira, o «historiador» oficial do comunismo, e as suas falácias


Acha ele...

Heduíno Gomes

Pacheco Pereira acaba de publicar no Público o artigo Os Anjos e os Demónios que a Revolução de Outubro de 1917 Solta no Portugal Anacrónico de 2017. Como «historiador» oficial do comunismo na analfabética III República, era uma oportunidade para Pacheco...

Vejamos as maiores.

1 — Logo no título do artigo: há demónios soltos a falar da Revolução de Outubro! Há os que «demonizam» a Revolução de Outubro!

E depois continua no mesmo tom, ele, que está no meio: nem a santifica nem a demoniza...

Conclusão: o comunismo não foi tão mau como isso!

2 — Diz ele sobre o PCP:

«o PCP viola as regras básicas das ‘condições’ leninistas para se ser considerado um partido comunista, a começar pela regra clara de que ‘os comunistas não podem confiar na legalidade burguesa e devem formar em toda parte um aparelho clandestino paralelo que possa, no momento decisivo, ajudar o partido a cumprir o seu dever perante a revolução’».

Com a honestidade a que já estamos habituados deste «historiador», nada nos espanta. Vejamos o que de facto diz Lenin, precisamente condicionando o que Pacheco refere entre aspas, isto é, vejamos a frase completa:

«Em quase todos os países da Europa e da América, a luta de classes está entrando na fase da guerra civil. Em tais condições, os comunistas não podem confiar na legalidade burguesa e devem formar em toda parte um aparelho clandestino paralelo que possa, no momento decisivo, ajudar o Partido a cumprir seu dever perante a revolução.»

Pergunta ao Pacheco: Portugal está na condição de guerra civil?

Isto será bronquite mental de pseudo-historiador e pseudo-analista político ou simplesmente desonestidade?

3 — Diz ele ainda sobre o PCP:

«Que eu saiba, o PCP não tem hoje nenhum ‘aparelho clandestino paralelo que possa, no momento decisivo, ajudar o partido a cumprir o seu dever perante a revolução’».

Pergunta ao Pacheco: — Quem é Pacheco para saber se o PCP faz ou não trabalho clandestino?

O herói dos seus sonhos do romantismo revolucionário...

Conclusões morais da estória.

1 — A falsificação é a regra desta intelectualidade oficial do regime. Pachecos, Rosas, Pimentéis...

2 — Como parolo e aprendiz de feiticeiro fascinado por Cunhal, Pacheco acha que o PCP já não é o que era... De facto o PCP já não é o que era, mas não pelas razões que Pacheco aponta. De facto o PCP afasta-se do leninismo, mas não pelas razões que Pacheco aponta. Mas os sucessores de Cunhal não são melhores nem piores do que Cunhal. São — utilizando a expressão utilizada frequentemente pelo Jerónimo — «farinha do mesmo saco».





quarta-feira, 8 de novembro de 2017

A nova história oficial da Europa apaga o cristianismo e promove o Islão


A Comissão Europeia determinou que a Eslováquia redesenhasse as suas moedas comemorativas, eliminando os santos cristãos Cirilo e Metódio. (Imagem: Moeda – Comissão Europeia, Bratislava, Eslováquia – Frettie/Wikimedia Commons)

Giulio Meotti, Gatestone, 7 de Novembro de 2017

Original em inglês: Europe's New Official History Erases Christianity, Promotes Islam

Tradução: Joseph Skilnik
  • «Os patronos da falsa Europa estão enfeitiçados com superstições do inexorável progresso. Acreditam que a História está do lado deles e esta convicção torna-os altivos e desdenhosos, incapazes de reconhecerem as impropriedades do mundo pós-nacional e pós-cultural que estão concebendo.» — A Declaração de Paris, assinada por dez respeitados estudiosos europeus.
  • A proposta do ministro do Interior da Alemanha «de Maizière» de introduzir feriados oficiais muçulmanos mostra que, quando o assunto é Islão, «o secularismo oficial pós-cristão» está simplesmente engessado.
Há poucos dias, uma parcela dos intelectuais mais prestigiados da Europa, entre eles o filósofo britânico Roger Scruton, o ex-ministro da educação da Polónia, Ryszard Legutko, o conceituado intelectual alemão Robert Spaemann e o professor Rémi Brague da Sorbonne de França, emitiram «A Declaração de Paris». Nesta ambiciosa manifestação, rejeitam a «falsa cristandade dos direitos humanos universais» e a «utópica e pseudoreligiosa cruzada em favor de um mundo sem fronteiras». Contrapondo, defendem uma Europa calcada em «raízes cristãs», inspirada na «tradição clássica», rejeitando o multiculturalismo:

«Os patronos da falsa Europa estão enfeitiçados com superstições do inexorável progresso. Acreditam que a História está do lado deles e esta convicção torna-os altivos e desdenhosos, incapazes de reconhecerem as impropriedades do mundo pós-nacional e pós-cultural que estão concebendo. Além disso, são ignorantes no tocante às verdadeiras origens da decência misericordiosa que eles próprios tanto estimam, assim como nós também estimamos. Ignoram, até mesmo repudiam as raízes cristãs da Europa. Ao mesmo tempo, tomam o maior cuidado para não ofenderem as susceptibilidades dos muçulmanos, que eles imaginam irão adoptar entusiasticamente a sua visão secular e multicultural de mundo».

Em 2007, reflectindo sobre a crise cultural do velho mundo, o Papa Bento XVI disse que a Europa está «duvidando da sua própria identidade». Em 2017 a Europa deu mais um passo: criou uma identidade pós-cristã, pró-Islão. Os edifícios governamentais e exposições oficiais da Europa estão efectivamente a apagar o cristianismo e a acolher o islamismo.

Uma espécie de museu oficial foi recentemente inaugurado pelo Parlamento Europeu: «Casa da História Europeia», no valor de 56 milhões de euros. A ideia era criar uma narrativa histórica do pós-guerra em torno da mensagem pró-UE de unificação. O edifício é um belíssimo exemplo de Art Deco em Bruxelas. Conforme realçou o estudioso holandês Arnold Huijgen, o casarão é culturalmente «vazio»:

«A Revolução Francesa parece ser o lugar onde a Europa nasceu, há pouco espaço para qualquer outra coisa que possa tê-la precedido. Ao Código Napoleónico e à filosofia de Karl Marx está reservado um lugar de destaque, enquanto a escravidão e o colonialismo são destacados como o lado mais negro da cultura europeia (...) O que mais impressiona na exibição do museu é que a narrativa não menciona nada sobre a religião, é como se não existisse. Na verdade, nunca existiu e nunca impactou a história da Europa (...) O secularismo europeu não luta mais com a religião cristã, simplesmente ignora todo e qualquer aspecto religioso da vida».

A burocracia em Bruxelas chegou ao ponto de apagar as raízes católicas da sua bandeira oficial, as doze estrelas que simbolizam o ideal de unidade, solidariedade e harmonia entre os povos da Europa. Ela foi concebida pelo designer francês, católico, Arséne Heitz, que ao que tudo indica, se inspirou na iconografia cristã da Virgem Maria. Mas a explicação oficial da União Europeia sobre a bandeira não menciona essas raízes cristãs.

O Departamento Monetário e Económico da Comissão Europeia determinou que a Eslováquia redesenhasse as suas moedas comemorativas, eliminando os santos cristãos Cirilo e Metódio. Não existe nenhuma referência ao cristianismo nas 75 mil palavras constantes no rascunho, cancelado, da Constituição Europeia.

O ministro do Interior da Alemanha, Thomas de Maizière, do Partido Democrata Cristão de Angela Merkel, sugeriu recentemente introduzir feriados oficiais muçulmanos. «Em lugares onde há muitos muçulmanos, porque não pensar em introduzir um feriado oficial muçulmano?», salientou ele.

«A proposta está a avançar» respondeu Erika Steinbach, influente ex-presidente da Federação dos Desterrados – alemães expulsos de diversos países da Europa Oriental durante e após a Segunda Guerra Mundial.

Beatrix von Storch, líder política do partido Alternativa para a Alemanha (AfD), acaba de tuitar: «NÃO! NÃO! NÃO!»

A proposta de «de Maizière» mostra que quando o assunto é o Islão, o secularismo oficial «pós-cristão» está simplesmente engessado.

Há poucas semanas, a exposição financiada pela União Europeia: «Islão. Também é a nossa história!», foi apresentada em Bruxelas. A exposição mostra o impacto do Islão na Europa. O anúncio oficial sustenta que:

«A evidência histórica apresentada pela exposição, a realidade de uma presença muçulmana antiga na Europa e a complexa interacção de duas civilizações que lutaram uma contra a outra mas que também se entrelaçaram, sustenta um empreendimento educacional e político: ajudar os muçulmanos europeus e não muçulmanos a compreenderem melhor as raízes culturais que têm em comum e cultivar a cidadania que também têm em comum».

Isabelle Benoit, historiadora que ajudou a projectar a exposição, salientou à AP: «queremos deixar claro aos europeus que o Islão faz parte da civilização europeia, que o Islão não é nada novo e que tem raízes que remontam há XIII séculos».

O establishment oficial europeu voltou as costas ao cristianismo. Parece desconhecer até que ponto o velho mundo e o seu povo ainda dependem da orientação moral dos seus valores humanitários, especialmente quando o Islão radical lança uma ameaça civilizacional ao Ocidente. «É como se um pacote tentasse preencher um ‘vazio’», salientou Ernesto Galli della Loggia no jornal italiano Il Corriere della Sera.

«É impossível ignorar que por trás do pacote há duas grandes tradições teológicas e políticas: a da ortodoxia Russa e a do Islão, enquanto por trás do «vazio» há apenas o enfraquecimento da consciência cristã do Ocidente europeu».

É por esta razão que é tão difícil entender a «lógica» que está por trás da animosidade europeia oficial em relação ao cristianismo e a sua atracção por um Islão fundamentalmente totalitário. A Europa poderia facilmente ser secular sem ser militantemente anticristã. É mais fácil entender a razão dos milhares de polacos que acabam de participar numa manifestação em massa ao longo das fronteiras da Polónia para expressar a sua oposição à «secularização e a influência do Islão», que é exactamente a linha oficial da UE.

Durante a Segunda Guerra Mundial os Aliados evitaram bombardear Bruxelas porque ela deveria ser o local do renascimento europeu. Se a elite europeia continuar com este repúdio cultural da sua cultura judaica\cristã\humanista, a cidade poderá vir a ser a sua sepultura.





domingo, 5 de novembro de 2017

Um teólogo escreve ao Papa: Há um caos na Igreja, e o senhor é uma causa.

Teólogo Thomas G. Weinandy

Sandro Magister, Settimo Cielo, 1 de Novembro de 2017

Tradução: FratersInUnum.com

Thomas G. Weinandy é um dos teólogos mais conhecidos. Vive em Washington, no Seminário dos Capuchinhos, a ordem franciscana à qual pertence. É membro da Comissão Teológica Internacional, a comissão que Paulo VI colocou ao lado da Congregação para a Doutrina da Fé para que pudesse valer-se dos melhores teólogos de todo o mundo. É membro desta comissão desde 2014, o que significa que foi nomeado pelo Papa Francisco.

No último mês de Maio, enquanto estava em Roma para uma sessão da comissão, surgiu a ideia de escrever a Francisco uma carta aberta para lhe confiar a inquietude, não só sua, mas de muitos fiéis, pelo crescente caos que há na Igreja, que considera ser causado, em boa parte, pelo próprio Papa.

Rezou muito, inclusive no túmulo de Pedro. Pediu a Jesus que lhe ajudasse a decidir escrever ou não a carta e que lhe desse um sinal… E ele chegou um dia depois, conforme o que havia pedido na oração, e que agora relata da seguinte forma:

«There was no longer any doubt that Jesus wanted me to write…»

Ao ter sido confortado pelo céu, o padre Weinandy decidiu escrever a carta. Em meados do Verão passado, enviou-a ao Papa Francisco. E hoje, festa de Todos os Santos, torna-a pública no portal americano de informação religiosa Crux e imediatamente depois, em Roma, em quatro idiomas, em Settimo Cielo [e, em português, no FratresInUnum.com, graças à gentileza de um nobre amigo].

Padre Weinandy, de 71 anos, leccionou nos Estados Unidos em diversas universidades, em Oxford durante doze anos e em Roma na Pontifícia Universidade Gregoriana.

Foi, durante nove anos, director executivo do Secretariado para a Doutrina da Conferência Episcopal Norte-americana.

* * *

Santidade:

Escrevo esta carta com amor à Igreja e sincero respeito por o vosso ministério. Vós sois o Vigário de Cristo na Terra, o Pastor do Seu rebanho, o Sucessor de São Pedro e, portanto, a rocha sobre a qual Cristo construiu a Sua Igreja. Todos os católicos, sejam clérigos ou leigos, devem dirigir-se a Vós com lealdade e obediência filiais fundamentadas na Verdade. A Igreja  dirige-se a Vós com espírito de fé, com a esperança de que Vós a guieis no amor.

No entanto, Santidade, o Vosso Pontificado parece estar marcado por uma confusão crónica. A luz da fé, a esperança e o amor não estão ausentes, mas muito frequentemente estão obscurecidos pela ambiguidade das vossas palavras e acções. Isto faz com que entre os fiéis haja cada vez mais inquietação, enfraquecendo a sua capacidade de amor, de alegria e de paz.

Permiti-me dar alguns exemplos.

O primeiro refere-se à disputa em relação ao Capítulo oitavo de Amoris Laetitia. Não necessito compartilhar as minhas próprias preocupações sobre o seu conteúdo. Outros, não só teólogos, mas também cardeais e bispos, já o fizeram. A preocupação principal é a vossa maneira de ensinar. Em Amoris Laetitia, as vossas indicações parecem às vezes intencionalmente ambíguas, convidando tanto a uma interpretação tradicional do ensinamento católico sobre o matrimónio e o divórcio, como também a uma interpretação que parece levar consigo uma mudança neste ensinamento. Como Vós mesmo, com grande sabedoria, observa, os pastores devem acompanhar e animar as pessoas que se encontram em matrimónios irregulares; mas a ambiguidade persiste em relação ao significado real desse «acompanhamento». Ensinar com uma falta de clareza pode inevitavelmente levar a pecar contra o Espírito Santo, o Espírito da Verdade. O Espírito Santo foi entregue à Igreja e sobretudo a Vós, para dissipar o erro, não para fomentá-lo. Além disso, só onde há Verdade pode haver verdadeiro amor, porque a Verdade é a luz que liberta os homens e as mulheres da cegueira do pecado, uma obscuridade que mata a vida da alma. No entanto, Vós pareceis censurar e inclusive ridicularizar aqueles que interpretam o Capítulo oitavo de Amoris Laetitia segundo a Tradição da Igreja, rotulando-os de fariseus apedrejadores representantes de um rigorismo sem misericórdia. Este tipo de calúnia é alheia à natureza do Ministério Petrino. Parece que alguns dos seus conselheiros se dedicam lamentavelmente a este tipo de atitude. Este comportamento dá a impressão de que o vosso ponto de vista não pode sobreviver a um escrutínio teológico, e por isso deve ser sustentado mediante argumentos ad hominem.

Segundo. Muito frequentemente as vossas formas parecem menosprezar a importância da Doutrina da Igreja. Uma e outra vez Vós vos referis à Doutrina como se fosse algo morto, algo útil somente para ratos de biblioteca, que estão longe das preocupações pastorais da vida diária. Aqueles que vos criticam foram acusados – e são palavras vossas – de fazer da Doutrina uma ideologia. Mas é precisamente a Doutrina cristã – incluindo as suteis distinções relacionadas às crenças fundamentais como a natureza trinitária de Deus, a natureza e a finalidade da Igreja; a Encarnação; a Redenção; os sacramentos – que liberta o homem das ideologias mundanas e garante-lhe que está pregando e ensinando o Evangelho verdadeiro, doador de Vida. Aqueles que subestimam a Doutrina da Igreja separam-se de Jesus, Autor da Verdade. E o único que resta então é uma ideologia; uma ideologia que se conforma com o mundo do pecado e da morte.

Terceiro. Os fiéis católicos estão desconcertados pela vossa escolha de alguns bispos, homens que não só estão abertos àqueles que têm pontos de vista contrários à fé cristã, mas que também os apoiam e inclusive os defendem. O que escandaliza os fiéis e inclusive a alguns irmãos bispos não é só o facto de que Vós nomeeis estes homens como Pastores da Igreja, mas que permaneçais calado ante o seu ensinamento e prática pastorais, debilitando assim o zelo de muitos homens e mulheres que defenderam a autêntica Doutrina católica durante muito tempo, às vezes arriscando a sua própria reputação e bem-estar. O resultado: muitos fiéis, em representação do sensus fidelium, estão a perder a confiança no seu Pastor Supremo.

Quarto. A Igreja é um Corpo, o Corpo Místico de Cristo, e o Senhor vos encarregou a Vós a missão de promover e fortalecer a sua unidade. Mas as vossas acções e palavras parecem dedicar-se, frequentemente, a fazer o oposto. Alentar uma forma de «sinodalidade» que permite e fomenta várias opções doutrinais e morais dentro da Igreja só pode levar a uma maior confusão teológica e pastoral. Esta sinodalidade é insensata e na prática é contrária à unidade colegial dos bispos.

Santo Padre, tudo isto me leva à última preocupação. Vós frequentemente falais sobre a necessidade de que haja transparência dentro da Igreja, exortando sobretudo nos dois últimos Sínodos, a que todos, especialmente os bispos, falem francamente e sem medo ao que pudesse pensar o Papa. Mas, vós conseguistes perceber que a maioria dos bispos do mundo estão surpreendentemente silenciosos? Porquê? Os bispos aprendem rápido. E o que muitos aprenderam no vosso Pontificado é que Vós não estais aberto a críticas, mas que vos molesta ser objecto delas. Muitos bispos estão silenciosos porque desejam ser-vos leais e, por conseguinte, não se expressam – pelo menos publicamente; outra questão é se não o fazem privadamente – a preocupação que lhes causa o vosso pontificado. Muitos temem que, se falarem francamente, serão marginalizados. Ou algo pior.

Constantemente me interrogo: «Porque Jesus deixa que tudo isto ocorra?» A única resposta que consigo dar-me é que Jesus quer manifestar quão débil é a fé de muitas pessoas que estão dentro da Igreja, inclusive de muitos – demasiados – bispos. Ironicamente, o Vosso Pontificado deu a liberdade e a confiança para aqueles que têm um ponto de vista pastoral e teológico prejudicial saíssem à luz e expusessem a sua maldade, que antes estava oculta. Reconhecendo esta maldade, a Igreja humildemente necessitará renovar-se e assim seguir crescendo em santidade.

Santo Padre, rezo constantemente por Vós. E seguirei rezando. Que o Espírito Santo vos guie na direcção da luz da verdade e da vida do amor, para que possais dispersar a maldade que nestes momentos está ocultando a beleza da Igreja de Cristo.

Sinceramente em Cristo,

Thomas G. Weinandy, O.F.M., Cap.

31 de Julho de 2017

Festa de Santo Inacio de Loyola





segunda-feira, 30 de outubro de 2017

O quê, senhor cardeal-Patriarca? Estarei a ouvir bem?...


Diário de Notícias / Lusa, 28 de Outubro de 2017

Patriarca de Lisboa vê Lutero
como «grande fonte de inspiração»

O presidente da Conferência Episcopal Portuguesa caracteriza Martinho Lutero como «um reformador que procurava voltar
às fontes bíblicas»

Martinho Lutero, figura central da Reforma Protestante há 500 anos, é «uma grande fonte de inspiração» para o cardeal patriarca de Lisboa. Manuel Clemente considera que há que «valorizá-lo dentro deste ambiente geral de Reforma do século XVI».

«O regresso às fontes bíblicas, o contacto directo com os evangelhos, há o sentido de uma experiência pessoal mais coerente, e Lutero integra-se dentro desta constelação e, nesse sentido, ele e os outros reformadores do século XVI são para nós, homens do século XXI, uma grande fonte de inspiração», afirma.

O presidente da Conferência Episcopal Portuguesa caracteriza Martinho Lutero como «mais um reformador que procurava voltar às fontes bíblicas directamente, [com] uma grande apropriação pessoal na leitura e no sentimento dessa mesma Bíblia».

«Se lhe fôssemos perguntar, ao princípio, se ele estava a pensar que ia provocar uma ruptura no catolicismo mundial ou na Igreja mundial, ele, ao princípio, não estaria à espera disso», afirma, sublinhando que «há muitas coisas que, mesmo no âmbito do catolicismo, foram definidas a seguir que antes não eram tão claras mesmo para o próprio Lutero».

O cardeal patriarca de Lisboa lembra, por isso, que Martinho Lutero surgiu no seio de um movimento que «toca toda a cristandade do final da Idade Média e do princípio da Idade Moderna», numa parte da Europa «mais urbanizada e onde circulavam pessoas e ideias».

«Dentro deste contexto, houve vários movimentos de reforma, isto é, de tentativa de retomar a forma inicial do cristianismo, que é o que a palavra essencialmente quer dizer. Tinham acesso às fontes evangélicas, liam as cartas de Paulo, liam os actos dos apóstolos com as vidas primitivas das comunidades cristãs», recorda.

Manuel Clemente vinca que «alguns desses movimentos de Reforma cortaram com Roma, outros mantiveram-se em Roma», tendo originado, mais tarde, a reforma do Concílio de Trento que «deu basicamente aquela maneira de viver católica» que persiste até hoje.

A 31 de Outubro, os protestantes celebram os 500 anos do dia em que Martinho Lutero fixou à porta da Catedral de Vitemberga 95 teses criticando a actuação do papa e do alto clero, lançando as bases de uma nova religião cristã, o protestantismo.

No ano passado, o papa Francisco foi à Suécia participar no lançamento das comemorações dos 500 anos, num sinal do diálogo entre católicos e protestantes.





sábado, 21 de outubro de 2017

Conferência na Universidade do Minho


Caros amigos e interessados no tema Cristóvão Colon,

No próximo dia 27 o nosso membro Walter Gameiro estará na Universidade do Minho para divulgar e debater as questões em torno da 1.ª viagem de Colon às Américas, nomeadamente sobre quais as ilhas efectivamente alcançadas.

Qual a ilha de Guanahani a que Colon chamou S. Salvador?

Seria a ilha de Watling ou alguma outra, de entre as 10 candidatas?

Samuel Elliot Morison estava certo ou errado quanto a este aspecto?

E quanto a outros aspectos que transmitiu no seu livro, considerado uma referência?

Esperamos a vossa presença


Associação Cristóvão Colon





quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Saiba porque razão Bergoglio é um falsoPapa... Leia as 30 respostas



1 — Na publicação de L’Avennire, periódico dos bispos italianos disse, na sua «Gazeta de 7 de Janeiro de 2015» que Bento XVI foi objecto de uma traição e de uma conjura, mediante as quais o forçaram a demitir-se.

2 — Na página 2, da secção editorial a cargo de Marco Tarquinio, lê-se: «teve ambientes que, por razões de poder e perseguição, traídos e desenhados para matar o Papa Ratzinger, obrigou-o a demitir-se».

3 — Por sua vez, o jesuíta Arnaldo Zenteno, no número 3 do seu «Informe», revelou que quando o recém eleito Francisco foi a Castel Gandolfo para visitar o Papa Bento XVI, este último lhe confidenciou que uma das causas que influenciaram a sua renúncia foi constatar as ameaças que recebeu, pois já tinham decidido que o iam matar.

4 — Foi por isso que, numa jogada para neutralizar o atentado, o Papa Bento XVI tornou pública a sua renúncia e assim desarmou a intenção de homicídio. Isso, já por si, faz com que uma eleição não seja «livre».

5 — Mas mais grave que a ameaça de morte (pois Bento XVI nunca temeu dar a vida por Cristo), foi a ameaça de um cisma, pois lhe fizeram saber que tinham uma lista de sacerdotes, religiosos, bispos e cardeais modernistas prontos a constituírem uma Nova Igreja separada de Roma se ele não aceitasse as suas exigências.

6 — O problema está em que, ao ter renunciado em parte por essa pressão (declarou no seu discurso de anúncio não ter idade e as forças necessárias algo «grave» da Igreja), a decisão do Papa Bento XVI não foi totalmente livre, pelo que canonicamente o acto é nulo por inexistência.

7 — O «Team Bergoglio», fizeram lobbing ilegítimo para facilitar o caminho ao candidato argentino, a qual comprometeu a legitimidade da eleição. Os católicos precisam de saber todos estes factos que ocorreram na altura, porque eles estão às escuras.

8 — A Constituição que rege os conclaves, a Universi Dominici Gregis, estabelece penas de excomunhão latae sententiae (quer dizer automática, sem necessidade de declaração por parte de ninguém) para os cardeais que promovem votos a favor de algum outro cardeal (Art.º 81, 82, 83).

9 — Além disso, os responsáveis desse lobbing foram excomungados de imediato, segundo o Direito Canónico e deixaram de fazer parte da Igreja. Mais ainda, a Constituição assinala que também a pessoa que aceitou esse lobbing ficaria excomungada. Quer dizer, o próprio Bergoglio estaria, segundo o Direito Pontificio, fora da Igreja no momento da sua eleição.

10 — Por isso, segundo o Direito Canónico, desde o início que o antiPapa Francisco está excomungado da Igreja Católica.

11 — No seu discurso de despedida da Curia, em 27 de Fevereiro de 2013, antes de retirar-se para Castel Gandolfo o Papa Bento XVI falou da vocação que recebeu de Deus, ao ter sido eleito Papa em 19 de Abril de 2005. Ali disse (parágrafo 23) que o chamamento que recebeu de Cristo es ad vitam, e que nunca poderá renunciar a ele (como sempre o entenderam todos os Papas na história da Igreja).

12 — Além disso, o Papa Bento XVI estabeleceu diante dos órgãos jurídicos da Igreja que ele conservaria a sotaina branca, que manteria o apelido de «Sua Santidade», conservaria as chaves de Pedro no seu escudo e continuaria sendo Papa, acrescentando simplesmente o apelido «emérito».

13 — Isto é muito significativo pois, quando o Papa Gregório XII renunciou, voltou a ser cardeal, e quando o Papa Celestino V renunciou, voltou a ser monje religioso. Não o decidiu assim Bento XVI.

14 — Mais ainda... No livro «El Gran Reformador» de Austen Ivereigh, revela como um grupo de quatro cardeais liberais (Walter Kasper, Karl Lehmann, Godfried Danneels y Cormac Murphy-O´Connor) se associaram para orquestrar ilicitamente uma campanha a favor da eleição de Bergoglio, depois de este último ter aceite ser beneficiário dessa confabulação.

15 — Mas mais dois livros dão a conhecer graves irregularidades que se cometeram no Conclave que elegeu Francisco. O primeiro é o livro de Elisabbeta Piqué (biógrafa autorizada de Bergoglio desde a Argentina) intitulado «Francisco, vida y revolución».

16 — Elisabbeta Piqué soube, pelo mesmo Francisco, o que sucedeu dentro do Conclave. O outro livro é do famoso vaticanista Antonio Socci «Non è Francesco» (O Papa não é Francisco).

17 — As revelações de Elisabbeta Piqué são tão consideradas como provenientes de Francisco que o Osservatore Romano, Jornal Oficial do Vaticano, publicou o capítulo em que se narra a forma como se desenrolou o Conclave. Também o mesmo fez a Radio y Televisão Vaticana.

18 — É que Bergoglio, ao ser eleito Papa, sentiu a ameaça de excomunhão – que recai sobre qualquer cardeal por revelar o sucedido no Conclave – uma vez que isso já não o afectava, e narrou à jornalista como sucederam as coisas dentro da Capela Sixtina.

19 — Mas há mais razões para a eleição de Bergoglio ter sido nula, porque nessa eleição houve mais votos do que cardeais.

20 — Eis a narrativa: «No Conclave, à tarde de 13 de Março, na quarta votação do dia, apareceram 116 votos, quando só havia 115 cardeais na sala. Um cardeal meteu um papel de voto a mais. Essa quarta votação foi ganha pelo cardeal Angelo Scola de Milán ( a mesma Conferência Episcopal Italiana emitiu um boletim felicitando Sacola por ter sido eleito Papa).

21 — A mesma Conferência Episcopal Italiana emitiu um boletim felicitando Sacola por ter sido eleito Papa. Mas isto não agradou a Bergóglio e aos seus comparsas mações, que logo o chamaram a dizer que tinha havido um engano e como tal, tinha de haver nova votação, a fim de elegerem Bergoglio, como tinham planeado.

22 — Ora, tendo ido contra as disposições da Constituição, a quarta votação foi declarada nula e obrigaram o cardeal Angelo Scola, recém eleito João XXIV, a renunciar e a regressar à Capela Sixtina, e procedeu-se a uma QUINTA (5.ª) votação, na qual saíu eleito Jorge Mário Bergoglio.

23 — E aqui surge uma NOVA IRREGULARIDADE, porque a Constituição estabelece (Art.63) que SÓ PODE HAVER 4 VOTAÇOES POR DIA, duas de manhã e duas de tarde.

24 — A situação de que a designação de Bergoglio é inválida é clara, segundo dizem os canonistas, se atendermos ao artigo 76, o qual afirma que:

25 — «Se a eleição se levada a cabo de forma for diferente ao que está prescrito na presente Constituição ou se não se tiverem observado as condições estabelecidas A ELEIÇÃO É, por si mesma, NULA E INVÁLIDA, sem que intervenha nenhuma declaração a propósito, pelo mesmo, ESTA NÃO CONFERE NENHUM DIREITO À PESSOA ELEITA.

26 — Este cúmulo de evidências levou o cardeal George Pell a declarar que Francisco é o antiPapa 38 na história da Igreja, e não o Papa 266, como a imensa maioria crê.

27 — Poder-se-ia continuar a enumerar factos que demonstram que Francisco não é um Papa legítimo da Santa Igreja Católica, Apostólica, Romana, mas sim um HEREJE, que usou de meios ilegítimos para se sentar na CÁTEDRA DO APÓSTOLO PEDRO, 1.º Papa da Igreja que o Próprio Cristo fundou.

28 — Segundo a doutrina de S. Roberto Belarmino, S. Francisco de Sales (Doutor da Igreja), e que susteve os Papas a partir de Paulo IV, QUANDO UM PAPA CAI EM HERESIA, AUTOMATICAMENTE DEIXA DE SER PAPA E ESTÁ FORA DA IGREJA, ao proclamar teses que são contrárias à Fé.

29 — O próprio São Francisco de Assis, disse: «Haverá um Papa eleito não canonicamente que causara um grande cisma na Igreja». E eis que se cumpre a sua profecia.

30 — Mas também a beata Ana Calalina Emmerick (religiosa Agustina) disse: «Vi uma forte oposição entre dois Papas, e vi quão funestas serão as consequências da falsa igreja (…). Isto causará o maior cisma que alguma vez se viu na história». Mais uma profecia que se cumpre.

Fonte de Informaçãohttp://www.ultimostiempos.org/7-noticias/171-antipapa