terça-feira, 17 de junho de 2014

A sensualidade do cardeal
e a colaboração do bispo e do padre


Heduíno Gomes

O cardeal é Gianfranco Ravasi, Presidente do Pontifício Conselho da Cultura.

O cardeal do relativismo cultural. Escreveu o artigo a que nos referiremos, alegremente reproduzido pela Pastoral da Cultura do padre Tolentino. Em Roma, Ravasi tem como
O assessor de Ravasi que não quer moralismos.
assessor o célebre bispo português Carlos Azevedo, pessoa também muito dada às luzes, como demonstra em documento oficial, aprovado pelo chefe, ao aconselhar os católicos a «
acolher de braços abertos os jovens tais como são, sem preconceitos e juízos moralistas»
 (Conclusões da Assembleia Plenária do Conselho Pontifício da Cultura, Roma, 9 de Fevereiro de 2013).Vamos seguir os conselhos deste assessor de Ravasi: não seremos moralistas, não vamos ensinar moral aos jovens.


O bispo é D. Alves Pio, Presidente da Pastoral da Cultura da Conferência Episcopal Portuguesa.

Não constando, à partida, por inerência, que comungue dos pontos de vista «progressistas», no entanto tolera-os no seu pelouro, mesmo que escandalosos, e parece ir-se a eles acomodando. O artigo em questão e outros da mesma lavra são publicados nas suas barbas nos órgãos que superintende. E dadas as permanentes reincidências dos seus subordinados, presume-se que o Presidente da Pastoral da Cultura não se opõe ou que a sua autoridade não existe.

O padre é o famoso Tolentino Mendonçaresponsável pelo Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura.

O profundo Tolentino.
Entre outros predicados, tem o de ser o actual responsável pela Capela do Rato e amigo íntimo e próximo colaborador da seita herética «Nós Somos Igreja», ao que não é preciso mais nada acrescentar.

É esta a cadeia hierárquica que propõe aos cristãos portugueses uma certa cultura dita cristã.

Agora vamos ao artigo*.

Comecemos pelo seu contexto. Não é preciso gastar muito latim para descrever a intoxicação de sexualismo no mundo nos dias que correm. Se alguma coisa há a enfatizar é a necessidade da denúncia e combate a esta situação, planeada por centrais empenhadas na destruição moral e psicológica do ser humano e explorando as fraquezas da natureza humana, trabalho que tem sido levado a cabo por etapas, ao longo de décadas, com a progressiva «desdramatização» (leia-se banalização) do sexo e destruição do pudor.

É neste contexto que Sua Eminência o Cardeal Ravasi redigiu um artigo muito «cultural» sobre o pertinentíssimo tema do Cântico dos Cânticos. Qual chamada de atenção nem chamada de atenção para o despudor e promiscuidade reinantes! Neste mundo em que vivemos, a grande preocupação de Sua Eminência é, pois... o eros! Fantástico!!! Diremos mais: fantástica catequese!!!

Ravasi, o grande crânio da cultura do eros.

Certamente não é intenção de Sua Eminência deitar mais gasolina sobre o fogo do deboche. Sua Eminência pretende apenas deitar mais luz sobre a temática.

Depois, por cá, Sua Excelência Reverendíssima D. Alves Pio, gostando ou não do que os seus subordinados pintam, o que tem a fazer é manter a equipa da Pastoral da Cultura, que se encontra na boa linha oficial ou oficiosa – tanto faz para o efeito – traçada por Ravasi. Quanta será a sua angústia de partilhar bons princípios e ao mesmo tempo chefiar um serviço a eles contrário!

O bispo que vê passar os comboios.

E o Reverendíssimo Padre Tolentino, esse, que corre por gosto, nem precisa de desobedecer à hierarquia. Até a ela se antecipou.

Estamos bem com esta hierarquia.


http://www.snpcultura.org/o_meu_amado_e_meu_e_eu_sou_sua_o_livro_em_que_Deus_fala_lingua_enamorados.html





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