quinta-feira, 27 de julho de 2017

A economia e a galinha




Plinio Corrêa de Oliveira25 de Julho de 2017

Sair da prisão e viver em liberdade

Os media vêm tratando das dificuldades que há em passar da economia comunista para a economia privada nos países que estavam submetidos à tirania da URSS. Como o público comum não está habituado aos assuntos económicos, não entende qual é a razão de tais dificuldades. Porque a volta à normalidade traz um pouco de incómodo, mas pode-se, em pouco tempo e com algum esforço retornar a ela, e a vida continua.

Não me levem a mal o prosaísmo da comparação que vou fazer. Quando eu era menino, viajava-se muito de comboio e pouco de automóvel. Quando se chegava a uma estação, via mercadorias serem retiradas do vagão das cargas. Muitas vezes observava descerem jacás com galinhas — eram uns cestos grandes que se usava para transportá-las.

Depois, as galinhas às vezes eram levadas para minha casa e soltas no galinheiro. De vez em quando ia observar o galinheiro. De maneira que ainda conservo a noção das reacções das galinhas saídas do jacá para o período da normalidade dentro do galinheiro. Eu seria capaz, se soubesse desenhar, de traçar o itinerário delas presas no jacá, e depois, colocadas em liberdade.

Em suma: primeiramente a galinha sentia-se livre e olhava um pouco à sua volta, sentindo-se a si própria. Depois, percebia que era possível voltar à normalidade e começava meio a andar desajeitadamente. Em pouco tempo, estava a andar mais depressa e começava a agressão aos vermes para matar a fome. A galinha é anti-ecológica… Em seguida, percebia onde estava a água e bebia, fazendo — não sei por que fenómeno de deglutição — um gesto enérgico com a cabeça. Por fim, saía a andar normalmente. Tinha escapado ao regime de prisão e voltado para o regime de liberdade.

Porque é que a economia de um país não se faz mais ou menos da mesma maneira? Em última análise, para se avaliar esse assunto sob um aspecto mais sério, exemplifico com a Hungria. O país esteve dominado pelo regime comunista durante muito tempo e, em certo momento, começou a liberalizar a economia. Em alguns anos, a economia húngara estava restituída à normalidade. Não foi necessário escrever longos artigos com estatísticas… Foi a marcha natural, como a da galinha retirada da prisão. Assim, também se pode dizer com a economia que sai do regime socialista.

Não compreendo porque é que noutros países que integravam a antiga URSS não se faz o mesmo. Os jornais apresentam tais complicações funambulescas para a normalização da economia, que se fica sem saber se vão encontrar solução. Parece-me que isso representa um desejo dos comunistas de apresentar alguma outra nova fórmula velhaca que represente um comunismo transformado de verme em libélula. Uma metamorfose do comunismo a fim de enganar os ingénuos…





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Excertos da conferência proferida pelo Prof. Plinio Corrêa de Oliveira em 5 de Janeiro de 1992. Sem revisão do autor.





quarta-feira, 26 de julho de 2017

«Casamento» entre pessoas do mesmo sexo perante a ciência e a ideologia



(Resumo adaptado de um texto de António Justo

Um biólogo aponta para o possível problema de padrastos

O parlamento alemão aprovou o «casamento para todos» independentemente de os pares serem heterossexuais ou homossexuais. Em reacção ao facto, o Prof. Dr. Ulrich Kutschera, focou três aspectos:

1 — o contexto do novo casamento universal com a ideologia do «género»;

2 — a base biológica do ser humano;

3 — e a pedofilia.

Kutschera receia «a pedofilia subvencionada pelo Estado
e grave abuso infantil no futuro».

Segundo ele, no chamado «casamento gay» agrava-se «o problema dos padrastos», o que constitui um risco acrescido para as crianças: um padrasto que vive em casa com uma filha adoptiva, sem ligações genéticas, poderá ter uma maior possibilidade de abuso, embora haja muitos padrastos bons.

Para o biólogo, no chamado «casamentos gay» com filhos adoptivos não existe a herança genética de imunização contra o incesto. Em casamentos, heterossexuais, pai e mãe são em 50% parentes genéticos de seus filhos, e a consanguinidade produz um efeito inibidor do incesto.

A probabilidade de inclinação para pedofilia  é 10 vezes maior em casos de padrastos e de madrastas (estudo de Regnerus M 2012).

Filhos sem pais biológicos sofrem mais de depressões e tornam-se mais frequentemente criminosos e dependentes da assistência social.

Argumenta ainda biologicamente o seguinte:

— «As crianças são moldadas inteiramente pela voz da mãe biológica durante o desenvolvimento pré-natal».

— É «inaceitável uma troca voluntária desta importante pessoa de referência por pessoas estranhas.»

— Na biologia, «sexo» corresponde à reprodução bisssexual (fertilização) enquanto para a ideologia do «género», sexo significa «o desenvolvimento de animais sexualmente maduros».

— A erotização infantil precoce, implementada nos programas das escolas, é inadequada.

O lóbi homossexualista no Estado utiliza o poder
para exercer a sua ditadura.

O Ministro da Ciência do Hesse (Boris Rhein) insurgiu-se contra o professor biólogo Kutschera por este defender que o «casamento para todos» aumenta o perigo de abuso de crianças e pressionou a reitoria da universidade para criticar o professor.

A universidade retorquiu ao ministro com o argumento da liberdade académica e da liberdade de opinião do professor mas, ao mesmo tempo, estando dependente da atribuição de fundos do Estado, distanciou-se de Kutschera.





terça-feira, 25 de julho de 2017

Igualdade de género, ou nem por isso?


Marco Silva

O único princípio que trata todos por igual é o mérito e essa é a cura deste problema intemporal – o das desigualdades de oportunidades.

No dia 23 de Junho deste ano, foi aprovada no Parlamento a lei das quotas de género nas empresas, obrigando empresas públicas e cotadas em bolsa a contratar mais mulheres para órgãos de fiscalização e para os seus conselhos de administração.

Apesar da pompa e circunstância de mais um «momento decisivo na luta das mulheres», como foi  referido por alguns «corvos» políticos, o certo é que nem um mês volvido e esse entusiasmo desapareceu, nomeadamente porque na comissão de inquérito independente à tragédia de Pedrogão Grande foram escolhidos 12 homens e nenhuma mulher, sem que a maioria que tinha aprovado o diploma uns dias antes tivesse esboçado qualquer protesto.

Por falta de mulheres competentes não será certamente, pelo que cumpre perguntar porque se aceita o sucedido. Será que como não é um tacho público/empresarial duradouro já não tem importância a desigualdade? Ou será que o problema é bem diferente e não está a ser combatido?

Curiosamente, foi do PCP que chegou a causa mais aproximada ao real problema quando, ao votar contra a lei, invocou: porque deixa «intacta a mais profunda das causas de discriminações e desigualdades de que as mulheres são vítimas, a exploração da força de trabalho». Embora a explicação do PCP não atinja o cerne do problema, enquadra-o satisfatoriamente. As mulheres, tal como os homens, mas em menor grau, são vítimas da não aplicação da meritocracia. Ou seja, não é pelo mérito que existe a contratação, nem é pelo mérito que é feita a devida remuneração. Esse modus operandi tem um nome, e não, não é machismo, mas corrupção.

É nesta armadilha que caem grande parte dos defensores da igualdade de género, quando erradamente identificam o machismo como o problema e não como o sintoma que ele é, tal como o é o racismo. Todos os actos de preterir alguém por outro motivo que não o seu mérito devem ser tratados por igual, como actos de corrupção, e só com o recentrar do combate será possível termos uma sociedade igualitária, não por decreto, mas por princípio.

Até porque estes actos isolados de «correcção» são os pilares para a perpetuação e branqueamento da corrupção. Senão vejamos, a partir de agora nas empresas públicas teremos cinco homens e cinco mulheres, sem que o princípio primário seja o mérito, o que permite, num país com um elevado índice de corrupção, a colocação de cinco mulheres do aparelho partidário do Governo ou de uma associação de poder.

Na fachada parece existir igualdade de género, contudo, é uma falácia, porque as mulheres, tal como os homens, não têm qualquer estatuto de igualdade perante os que pertencem aos grupos que dominam as instituições nacionais, sejam elas públicas ou privadas. Em suma, não são as mulheres que têm mais oportunidades no novo sistema, mas apenas as mulheres do grupo privilegiado.

E quem fala nas mulheres fala também nos homens preteridos por não terem cartão do partido, ou nas desigualdades de oportunidades dentro do mesmo género, mas de raças ou orientações sexuais diferentes. O único princípio que trata todos por igual é o mérito e essa é a cura deste problema intemporal – o das desigualdades de oportunidades.

Dito isto, uma cultura de mérito não se cria num dia nem numa geração, mas o passo essencial para que tal ocorra é deixarmo-nos de equívocos quanto ao que está realmente em causa. Não é machismo, é corrupção, corrupção que é transversal a todos os géneros e raças. O problema não está no «homem branco», este apenas tem sido o principal prevaricador por uma questão de oportunidade temporal. O problema está em todos os seres humanos que não tenham o mérito como linha orientadora de escolha.





segunda-feira, 10 de julho de 2017

Marques Mendes, o inteligente







Uma experiência do Terceiro Mundo


Alberto Gonçalves, Observador, 8 de Julho de 2017

É gente literalmente abjecta. Perante a tragédia, decretam o caso resolvido. Perante o desleixo, lembram desleixos maiores. Perante as dúvidas, confessam sentimentos. Perante as câmaras, dão abraços.

Em Maio passado, gastei uma quantidade inusitada de tempo a fazer o que nunca faço: reler as minhas crónicas, no caso as que escrevi sobre o actual governo. O propósito era nobre, e prendia-se com a publicação de um livro saído esta semana (pausa publicitária: que mil familiares do dr. César lhe desabem na cabeça se ainda não adquiriu tão magnífica obra). A experiência foi traumática, para dizer o mínimo. Acompanhar a chamada «actualidade», de modo a garantir a coluna no Observador, é convívio mais do que suficiente com os bandos que tomaram conta disto. Não é clinicamente aconselhável reforçar a confraternização.

Os textos em causa, muito menos por mérito do autor do que pelo evidente e portentoso demérito das criaturas que mandam em nós, são premonitórios. Na medida em que as premonições não primam pelo optimismo, são também deprimentes. Desde o primeiro momento, a loucura intrínseca à aliança das «esquerdas», legitimada por um Presidente que o artigo 328.º do Código Penal me impede de comentar, mostrou ao que vinha e para que servia. O impressionante não é que o desastre se tenha confirmado com estrondo, mas que durante ano e meio o desastre se confundisse, para uma notável percentagem da população, com um relativo sucesso. A sucessão de glórias circenses, da bola às cantigas, passando pelo Santo Padre ou pelo Santo Guterres, não explica tudo. A submissão de boa parte dos «media» explica um bocadinho. As benesses do turismo explicam outro bocadinho. A apatia do bom povo e o júbilo das clientelas talvez expliquem o resto.

Certo é que, em poucas semanas, alguma coisa mudou. Não mudaram o circo, os «media», o povo ou as clientelas. Sucedeu apenas que, de repente ou nem por isso, a realidade tornou-se impossível de negar. E a invencível nação que, de acordo com a propaganda, maravilhava a Terra acordou destapada. E feia. Foram necessários dezenas de cadáveres carbonizados e um picaresco (e aterrador) roubo de armamento ao exército para expor, à revelia da maquilhagem e do «spin» e das «boas notícias», a natureza da gente que ocupa o poder.

Não tem sido um espectáculo agradável, excepto para apreciadores da incompetência, do descaramento e da radical ausência de dignidade. É, em suma, uma gente literalmente abjecta. Perante a tragédia, eles decretam o caso resolvido. Perante o desleixo, lembram desleixos maiores. Perante as dúvidas, confessam sentimentos. Perante as câmaras, dão abraços. Perante a culpa, acusam eucaliptos e furriéis. Perante o caos, pedem avaliações de popularidade. Perante a obrigação, partem de férias para Ibiza, a subjugar espanhóis com a barriga e um par de cuecas.

A propósito de Espanha, é revelador que, apesar dos divertidos esforços dos «jornalistas» de cá para os calar, sejam sobretudo os jornais de lá a contar-nos o que o «estrangeiro» vê quando olha para aqui. Vê uma anedota perigosa, um manicómio em auto-gestão, uma experiência do Terceiro Mundo às portas da Europa. E, naturalmente, assusta-se.

O susto não é descabido. Descabido é o rumo que, com a sensatez habitual, o «debate» indígena ameaça seguir. A oposição, se a palavra se aplica, andou uma semana a lamentar o colapso do Estado e a reclamar a demissão dos ministros da Administração Interna e da Defesa e o regresso do dr. Costa. Para quê? Não imagino. A substituição de duas insignificâncias por duas insignificâncias iguaizinhas não alteraria nada. O prolongamento das férias do dr. Costa por 20 ou 30 anos alteraria imenso. Quanto ao Estado em frangalhos, em teoria só um socialista, assumido ou dissimulado, se maçaria com o tema – na prática, o aborrecido é a devastação principiar pelos únicos pedaços que, se calhar, convinha manter.

Entre o chinfrim, sobra um facto: Portugal é governado por uma coligação de leninistas com sentido de oportunidade e de oportunistas com nostalgias totalitárias. O que nos está a acontecer é o percurso fatal em qualquer arranjo do género. Começa-se em euforia, avança-se para a estupefacção, saltita-se para a raiva e termina-se em desgraça, porque semelhante malformação não poderia terminar de maneira diferente. O simbolismo da recente manifestação de apoio ao sr. Maduro, em Lisboa, não é desprezível.

No mesmo dia em que os funcionários da ditadura atacaram com marretadas pedagógicas o parlamento venezuelano, o Conselho Português para a Paz e Cooperação, uma excrescência do PCP, desfilou a regozijar-se com o sangue das vítimas. Na homenagem, participaram, cito, «representantes da câmara municipal de Lisboa» e, quiçá em celebração de Tancos, a Banda do Exército. Segundo o «Diário de Notícias», o belo evento «foi perturbado por um incidente com um cartaz». O cartaz rezava «Venezuela Livre», e o portador acabou devidamente assaltado em prol da paz e, claro, da cooperação.

Portugal não está nas mãos de irresponsáveis, tradição a que aliás nos habituáramos: está nas mãos de criminosos, por acção ou omissão. São eles que, a cada calamidade, juram que podia ter corrido pior. E, no que depender deles, há-de correr.




Política de cromos, sem princípios decentes, não!



Heduíno Gomes

Assistimos no interior do PPD-PSD, em Lisboa, a uma ofensiva da federação de interesses montada em torno do grupo neo-cavaquista que pretende tomar o poder a Passos Coelho. Integram ainda essa federação os ressabiados a quem Passos Coelho, uma vez no poder, se recusou a conceder umas certas «facilidades»...

Que propõe tal federação de interesses? Uma política sã para o PPD-PSD e Portugal? Nada disso... Apenas pretende ocupar o lugar que outros — bons ou maus — ocupam.

E para melhor ou para pior? De um modo geral, claramente para pior.

Eis os dois pontas-de-lança do grupo.


RUI RIO, O TITULAR

>>> Muito mais teimoso do que o Passos Coelho. Prepotente. O Passos Coelho, comparado o Rio, é uma Irmã Lúcia.

>>> Política e culturalmente muito limitado. Sem qualquer sentido político. Marra a direito.

>>> É o expoente máximo do tecnocratismo. Comparado com o Cavaco, este é um filósofo da política.

>>> É o tal que fez a idiotice da refiliação no Partido, afastando antigos militantes que não estiveram para o aturar...

>>> Anti-regionalista (para ser SG de Marcelo) que virou regionalista (para obter votos bairristas). Como se chama a isto em política?

>>> Apoiante da eutanásia. Subscreveu o manifesto com os bloquistas e outros infra que o produziram.

>>> Actual ponta-de-lança do grupo neo-cavaquista, que anda ávido de recuperar as mordomias da CGD, BdP e outras.

>>> E — bem sintomático — é apoiado pelo Pacheco Pereira e é o preferido de... António Costa!!! Está tudo dito!!!


RUI RANGEL, O SUPLENTE NO BANCO

>>> Empregado do sistema europeísta antipátrias, mundialista e multiculturalista. Mais papista do que os papas do mundialismo.

>>> Despido de qualquer sentido de Estado e patriótico, riu-se, em plena televisão, dos direitos que assistem a Portugal na questão de Olivença. Ele, a bloquista Marisa e o MTP José Faria. Os vendidos não têm pátria.

>>> Apoiante do lóbi homossexualista.

>>> Teólogo rasca (ele diz-se católico), pretendendo moldar a Igreja à medida do citado lóbi.

>>> Suplente do Rui Rio no grupo neo-cavaquista.


VOCÊS, QUE NÃO QUEREM O PASSOS COELHO...

(em especial para o Nuno Morais Sarmento),

não arranjam melhor alternativa do que estas duas lástimas?

Vá lá, se querem apear o Passos Coelho, arrangem assim um candidato decente, com princípios...

...  que defenda os valores morais da Civilização das investidas da barbárie...

... que defenda o valor da vida das investidas do nazismo «democrático» e «progressista»...

... que defenda a família natural das investidas do lóbi homossexualista...

... que defenda a identidade e a independência nacionais das investidas das Merkel e do mundialismo...

... que defenda o bem comum do assalto da federação neo-cavaquista de interesses e de outras federações...

... que defenda Portugal das Donas Brancas mundiais e domésticas, dos grandes escritórios de advogados, das corporações, dos boys, dos incompetentes...

Valores e programa político, sim!

Cheques em branco a cromos, não!






quinta-feira, 6 de julho de 2017

terça-feira, 4 de julho de 2017

Depois da Academia para a Vida, o Instituto para a Família também muda a sua faceta... [ Bergoglio não pára na destruição da doutrina cristã ]


EM FRANCÊS. SE PREFERE LER NOUTRA LÍNGUA: http://magister.blogautore.espresso.repubblica.it/2017/06/28/despues-de-la-academia-para-la-vida-cambia-la-cara-tambien-el-instituto-para-la-familia/?refresh_ce

Sandro Magister, diakonos.be 


Triés sur le volet les uns après les autres, les nouveaux membres de l’Académie pontificale pour la vie nommés le 13 juin par le pape François réservent chaque jour leur lot de surprise.

Mais l’institut voisin Jean-Paul II d’études sur le mariage et la famille, lui aussi confié par le pape aux bons soins de Mgr Vincenzo Paglia, se prépare à suivre la même direction.

* * * *

A l’Académie pontificale pour la vie, ce qui a fait grand bruit c’est surtout la nomination du théologien moraliste anglican Nigel Biggar, un défenseur de l’avortement « jusqu’à 18 semaines après la conception ».

Interpellé par Vatican Insider, Mgr Paglia a tenté de justifier cette nomination en assurant que M. Biggar – à part les mots échangés en 2011 avec le philosophe et pro-avortement fervent Peter Singer – « n’a jamais rien écrit au sujet de l’avortement » tandis qu’en ce qui concerne la fin de vie « il a une position qui concorde en tous points avec celle de l’Eglise catholique ».

Il n’a pas fallu longtemps pour découvrir que ces deux affirmations ne correspondaient pas à la vérité et que M. Bigar a exposé ses positions libérales en matière d’avortement dans un article de 2015 publié dans le « Journal of Medical Ethics » et au sujet de l’euthanasie dans son livre de 2004 « Aiming to kill. The ethics of suicide and euthanasia ».

Certains nouveaux membres se sont également distingués par leurs positions très éloignées dans celle de l’Eglise :
  • La Suédoise Katarina Le Blanc, du Karolinska Institutet de Stockholm qui utilise des cellules souches extraites d’embryons humains fécondés in vitro 
  • Le Japonais et prix Nobel Shinya Yamanaka qui, bien qu’il soit célèbre pour avoir produit artificiellement des cellules souches pluripotentes, n’exclut en rien de poursuivre les recherches sur l’utilisation des cellules embryonnaires humaines et explique pourquoi dans un article publié dans la revue scientifique « Cell & Stem Cell » ;
  • Le Juif Israélien Avraham Steinberg qui admet dans certains cas l’avortement et la destruction des embryons à usage scientifique ;
  • L’italien Maurizio Chiodi, théologien moraliste de premier plan qui, dans son livre « Etica della vita », admet la procréation artificielle pour autant qu’il y ait une « intention de génération ».
* * * *

Entretemps, comme dans le cas de l’Académie, l’Institut pontifical Jean-Paul II d’études sur le mariage et la famille va lui aussi recevoir de nouveaux statuts qui entreront rapidement en vigueur grâce à un chirographe du pape François.

L’institut changera de nom, il ne portera plus le nom du pape qui l’a fondé mais s’appellera désormais « Institut de sciences de la famille » ou quelque chose de similaire et sera intégré à l’Université pontificale du Latran sous l’autorité de son actuel recteur, Mgr Enrico dal Covolo.

Les instigateurs de cette nouvelle ligne justifient cette perte d’autonomie de l’institut par la volonté de renforcer la valeur des titres de licence en théologie morale, de doctorat et de master qu’elle décerne et d’élargir son offre d’enseignement en l’intégrant avec celle de l’université ainsi que dans le but d’élargir sa dimension internationale.

Mais mis à part le fait que l’Institut Jean-Paul II dispose déjà de nombreux sièges propres en Europe, en Asie, en Afrique, en Amérique et en Australie, la première conséquence pratique de ce changement sera que son corps enseignant pourra être remodelé à volonté, en y transférant de nouveaux professeurs et de nouveaux experts depuis l’Université du Latran et d’autres universités, pontificales ou non.

Et ceci suffit à contourner la protection mise en place par les professeurs actuels, dans leur immense majorité résolus à poursuivre la ligne du fondateur de l’institut, le pape Karol Wojtyla, et de ses trois premiers présidents : Carlo Caffarra, Angelo Scola et Livio Melina. Ce dernier a été démis l’été dernier et remplacé par le théologien milanais Pierangelo Sequeri dans la foulée de la nomination de Mgr Paglia au titre de Grand Chancelier de l’institut.  De Mgr Scola, devenu cardinal et archevêque de Milan, nous savons qu’il fut le grand vaincu face à Jorge Mario Bergoglio lors du conclave de 2013.  Quant à Mgr Caffarra, lui aussi devenu cardinal et aujourd’hui archevêque émérite de Bologne, sa liberté de parole face au pape François est célèbre : il s’agit de l’un des quatre cardinaux qui lui ont demandé publiquement de faire la clarté sur les « dubia » suscités par son magistère personnel en matière de mariage et de famille et qui lui ont récemment écrit pour être reçus en audience.  Dans les deux cas sans que le pape ne daigne leur répondre.

On trouve un exemple de la ligne « wojtylienne » à laquelle continuent à rester fidèles les professeurs issus de la gestion précédente de l’institut dans le « Vademecum » sur l’interprétation d’Amoris laetitia édité par les professeurs José Granados, Stephan Kampowski et Juan José Pérez-Soba, en pleine continuité avec le magistère précédent de l’Eglise.

Les changements de camp sont cependant nombreux. Le plus marquant étant celui de Gilfredo Marengo, professeur d’anthropologie théologique dans l’institut depuis 2013.  C’était l’un des disciples préférés de Mgr Scola quand ce dernier était président et même par la suite, alors qu’aujourd’hui il se retrouve sur la rive opposée avec Mgr Paglia.  Ce n’est pas un hasard si c’est justement à ce Mgr Marengo qu’on a confié la charge de coordonner la commission – dont font partie l’actuel président de l’institut, Mgr Sequeri – qui devrait ouvrir la voie à une réinterprétation de l’encyclique Humanae vitae de Paul VI sur la contraception à la lumière d’Amoris laetitia.

Il reste à voir ce qu’il adviendra des sièges périphériques de l’institut, eux aussi peu disposés à se soumettre à la nouvelle orientation. La plus puissante étant celle de Washington, avec un corps enseignant aguerri, bien campé sur la ligne « wojtylienne », bien financé par les Chevaliers de Colomb et dont le chef suprême, Carl Anderson, en est également professeur et vice-président.

* * * *

Dans tous les cas, les élèves et les professeurs de l’Institut Jean-Paul II toujours en place continuent à aller de l’avant sans en démordre.

Dans le prochain numéro de la revue de l’institut, « Anthropotes », paraîtra un article d’un doctorant de Milan, Alberto Frigerio, qui critique de fond en compte l’ouvrage « Amoris laetitia : une volte-face pour la théologie morale » rédigé par Stephan Goertz et Caroline Witting édité en Italie par San Paolo, un livre qui défend les positions les plus avancées de la théologie allemande.

Et c’est justement avec le plus connu des théologiens moraux d’Allemagne, Eberhard Schockenhoff – auteur d’un récent essai sur « Stimmen der Zeit » qui a fait beaucoup de bruit – que Livio Melina, l’avant-dernier président de l’institut, a croisé le fer pendant un colloque à Nysa en Silésie rassemblant une centaine de théologien moralistes polonais en présence des deux évêques auxiliaires de Poznan et de Lublin.

Schockenhoff fait autorité non seulement en Allemagne mais également à l’étranger. C’est justement lui que les conférences épiscopales du Danemark, de Finlande, d’Islande, de Norvège et de Suède ont souhaité entendre lors d’une journée d’étude consacrée Amoris laetitia qui s’est déroulée à Hambourg il y a deux mois.

Mais Mgr Melina a contredit point par point les positions du théologien allemand, montrant l’absence de fondement du présumé « changement de paradigme » que beaucoup associent au magistère du pape François. Et les évêques de Pologne, dans leur lignes directrices pour l’application d’Amoris laetitia, sont complètement d’accord avec lui.

La conférence de Mgr Melina, prononcée le 12 juin dernier, sera elle aussi publiée dans le prochain numéro d’« Anthropotes » sous le titre suivant : « Les défis d’Amoris laetitia pour un théologien moraliste ».





domingo, 18 de junho de 2017

terça-feira, 6 de junho de 2017

Sacerdotes e exorcistas respondem ao Superior dos jesuítas: «O diabo não é apenas um símbolo»


«Quien no cree en el demonio, no cree en el Evangelio» había explicado el Papa san Juan Pablo II al fallecido y renombrado exorcista y sacerdote Gabriel Amorth.


InfoCatólica, 3 de Junho de 2017

En una reciente entrevista con el diario español El Mundo, Arturo Sosa dijo que «hemos hecho figuras simbólicas, como el diablo, para expresar el mal».

«Los condicionamientos sociales también representan esa figura, ya que hay gente que actúa así porque está en un entorno donde es muy difícil hacer lo contrario» agregó Sosa.

Rechazo del sacerdote y exorcista Santé Babolin

A estas declaraciones el sacerdote y exorcista italiano, el padre  Sante Babolin afirmó que «Satanás existe» y que «el mal no es una abstracción».

En declaraciones a ACI Prensa el 2 de junio, Babolin hizo alusión a varios lugares en documentos y declaraciones de la Iglesia que muestran la verdadera existencia del demonio.

El padre Babolin recordó los documentos del IV Concilio Ecuménico de Letrán en el año 1215, que declaró que los cristianos «creen firmemente y confiesan» que Dios creó «de la nada a una y otra criatura, la espiritual y la corporal».

«El diablo y otros demonios fueron creados por Dios en naturaleza, pero ellos mismos a través de sí mismos se han vuelto malvados», señala el texto del Concilio.

El padre Babolin, conocido como el «exorcista de Padua», también recordó dos discursos del Papa Pablo VI en 1972, que también confirman la existencia del diablo «a los fieles, que tienden a dudar de la existencia de Satanás ... su presencia y acción».

El 29 de junio de 1972, Pablo VI, aludiendo a la situación contemporánea de la Iglesia, dijo en su homilía que parecía que «el humo de Satanás» entró en el templo de Dios. Ese mismo año, el 15 de noviembre, Pablo VI advirtió que «una de las mayores necesidades de la Iglesia» es defendernos «de ese mal que llamamos Diablo».

El padre Babolin también recordó que el Catecismo de la Iglesia Católica enseña que el diablo existe en la realidad, no en el abstracto. En la sección del Catecismo con respecto a la petición «líbranos del mal» del Padre Nuestro, en el número 2851, afirma que «En esta petición, el mal no es una abstracción, sino que designa una persona, Satanás, el Maligno, el ángel que se opone a Dios. El ‘diablo’ (diá-bolos) es aquél que ‘se atraviesa’ en el designio de Dios y su obra de salvación cumplida en Cristo».

El presbítero recordó además que los fieles deben ver la declaración del Cuarto Concilio Ecuménico de Letrán, las afirmaciones del Papa Pablo VI y lo que se enseña en el Catecismo como «tres pruebas irrefutables» sobre la existencia del demonio.

Rechazo del padre Alexander Lucie-Smith

Otro sacerdote que ha expresado su rechazo ante las declaraciones del superior de los jesuitas, es el padre Alexander Lucie-Smith, doctor en teología moral y editor-consultor de The Catholic Herald, quien ha escrito en su blog:

«Tristemente el padre Sosa acostumbra arrojar dudas sobre la credibilidad de la Escritura. Si bien es innegable que Satanás forma parte del gran cuadro que abarca la historia de la salvación de la humanidad, el padre Sosa ha afirmado que los Evangelios no pueden registrar fielmente las palabras de Jesús, porque en aquel tiempo ‘no había grabadoras’. No, no había grabadoras, pero eso no significa que las Escrituras no sean una fuente auténtica para conocer la enseñanza de nuestro Señor».

Luego de hacer referencia a otros hechos embarazosos que ha protagonizado el padre Sosa en el pasado, como su firma de un manifiesto elogiando calurosamente a Fidel Castro y dándole la bienvenida a Venezuela, agrega que «uno podría haber esperado alguna palabra de retractación del padre Sosa, pero no ha habido ninguna». «Quizás los superiores jesuitas no hacen retracciones. ¿Pero no sería mucho pedir que sus consejeros lo alejaran de los micrófonos en el futuro

«Quien no cree en el demonio no cree en el Evangelio»

El fallecido sacerdote y exorcista Gabriel Amorth en su momento había expresado a san Juan Pablo II su preocupación de que cada vez más sacerdotes habían dejado de creer en el demonio, a lo que el Papa respondió: «quien no cree en el demonio, no cree en el Evangelio».








domingo, 28 de maio de 2017

A verdade não é rígida, é real


Pe. Gerald E. Murray, Actualidade Religiosa, 24 de Maio de 2017

A realidade interessa? Ela é a referência necessária e decisiva para descobrir o que é e o que não é, o que é verdade e o que é falso? Ou será a realidade sujeita a revisão com base nas nossas preferências, desejos ou outros factores? São questões como estas que se nos colocam quando vemos comentários como aqueles feitos pelo cardeal Francesco Coccopalmerio sobre a validade das ordens anglicanas. Segundo Christopher Lamb, do «The Tablet», Coccopalmerio caracterizou o ensinamento da Igreja sobre as ordens anglicanas da seguinte maneira: «Temos tido, e temos ainda, uma compreensão muito rígida sobre a validade e a invalidade: Isto é válido, aquilo não é. Mas deve-se poder dizer: ‘Isto é válido num certo contexto, aquilo é válido noutro’.»

O cardeal especula sobre as implicações doutrinais de gestos papais de respeito e de amizade no passado, dizendo: «O que significa o facto de o Papa Paulo VI ter dado um cálice ao arcebispo de Cantuária? Se era para celebrar a Ceia do Senhor, a Eucaristia, então era para ser feito de forma válida, não?» E continua: «Isto é ainda mais significativo do que a cruz peitoral, porque o cálice não é usado apenas para beber, mas para celebrar a Eucaristia. Com estes gestos a Igreja católica está já a intuir, a reconhecer uma realidade».

Estas declarações surgem num novo livro, cujo título não é indicado por Lamb, que inclui o conteúdo de um encontro do Grupo de Conversação de Malines, que teve lugar perto de Roma em Abril deste ano. A Rádio Vaticano cobriu o encontro, tomando nota da participação do cardeal Coccopalmerio. A reportagem da Rádio Vaticano inclui comentários feitos pelo padre Tony Currer, do Conselho Pontifício para a Promoção da Unidade dos Cristãos. Sobre as ordens anglicanas ele diz: «Penso que é verdade que não utilizamos termos como ‘nulas’» pois «claramente não é isso que dizem os gestos, a generosidade e a simpatia que temos visto repetidamente».

Validade é sinónimo de realidade quando se fala de sacramentos. A Igreja ensina claramente o que é necessário para a celebração válida – isto é, verdadeira e real – dos sacramentos. Ao invocar linguagem pejorativa como «compreensão rígida» sobre validade e invalidade, Coccopalmerio reduz o entendimento da Igreja sobre o que conta como um sacramento válido à expressão de uma atitude psicologicamente doentia, radicada na ignorância e no medo irracional.

A questão da validade é simples: A Igreja considera que uma ordenação anglicana é uma administração válida do sacramento da Ordem? A resposta é não, tal como foi determinado com a autoridade do Papa Leão XIII na sua encíclica Apostolicae Curae. A ordenação anglicana não transforma um homem num sacerdote católico. Essa determinação é objectiva e feita com base num estudo razoável e cuidadoso da história, da doutrina e da prática tanto da Igreja Católica como da Comunhão Anglicana.

Paulo VI e o arcebispo de Cantuária
Coccapalmerio diz mais: «Quando alguém é ordenado na Igreja anglicana e se torna pároco numa comunidade não podemos dizer que não se passou nada, que é tudo ‘inválido’.» A opção apresentada nesta afirmação é de que numa ordenação anglicana ou o homem se torna um padre validamente ordenado, ou então nada acontece. Mas há uma terceira possibilidade: A ordenação anglicana transforma alguém num padre anglicano, não num padre católico.

A Igreja ensina que esta ordenação não é uma ordenação católica válida. O homem ordenado numa cerimónia anglicana não recebe o sacramento da Ordem. O sacramento da Ordem não é administrado. (Deixo de parte aqui a questão de anglicanos ordenados por bispos que receberam sagração episcopal das mãos de bispos veterocatólicos ou ortodoxos).

Mas aparentemente Coccopalmerio e Currer resistem a esta verdade. O cardeal afirma que o cálice que o Papa ofereceu ao arcebispo de Cantuária significa que o Papa Paulo VI considerava que o Serviço de Comunhão Anglicano era uma celebração válida da Missa porque «era suposto ser feito de forma válida». Mas o Papa Paulo VI nunca disse aquilo que Coccopalmerio conclui. Um gesto não equivale a um pronunciamento papal.

O padre Currer diz que «nós já não usamos termos como ‘nulo’». Se por «nós» se refere à Igreja católica, está enganado. O pronunciamento do Papa Leão XIII não foi rejeitado por qualquer dos seus sucessores. É evidente que o padre Currer e outros não gostarem do facto de as ordens anglicanas terem sido consideradas nulas. Mas esta insatisfação de Currer com o exercício do magistério papal não significa que a Igreja tenha deixado de defender a invalidade das ordens anglicanas.

Coccopalmerio procura dispensar a verdade objectiva do que constitui validade sacramental na Igreja católica, tornando-a variável de acordo com um «contexto». Não estamos perante relativismo, puro e simples? O cardeal não afirma que os critérios para determinar a validade ou a invalidade da administração da Ordem foram mal aplicados por Leão XIII quando este examinou as ordens anglicanas. (Talvez aborde a questão noutro lado). Limita-se a dizer que estes critérios não se devem aplicar porque são rígidos. A conclusão do Papa Leão XIII de que as ordens anglicanas são inválidas é criticada como sendo rígida quando a pessoa não gosta dessa verdade em particular. O que para uns é rigidez, para outros é solidez. A Igreja está a ser teimosa ou firme nesta questão? Diria que ambos. É isso que a verdade exige, independentemente do contexto. Se ela tiver cometido um enorme erro neste ponto, que mais devemos lançar borda fora?

No seu ensaio «O Destronar da Verdade», Dietrich von Hildebrand escreveu: «O desrespeito pela verdade – quando não se trata de uma tese teorética, mas de uma atitude vivida – claramente destrói toda a moralidade, mesmo a razoabilidade e a vida comunitária. Todas as normas objectivas são dissolvidas por esta atitude de indiferença para com a verdade; como é destruída também a possibilidade de resolver de forma objectiva qualquer discussão ou controvérsia. Também se torna impossível haver paz entre pessoas ou entre nações. A própria base da vida humana real é subvertida».

Corremos grande risco ao dispensar a verdade.





Marcelo Rebelo de Sousa descreve Alcorão como «fascinante» e «inspirador»



(...) Marcelo Rebelo de Sousa disse já ter lido o Alcorão, que descreveu como «fascinante» e «inspirador», e foi com uma passagem do livro sagrado dos muçulmanos que começou a sua intervenção no salão principal de orações da Mesquita de Lisboa.

«Mostra-nos o bom caminho, o caminho desses que tens favorecido. Não o caminho dos que incorrem na tua cólera. Nem dos que se perdem», leu.

(...) Marcelo Rebelo de Sousa enalteceu a sua «actuação na noção de que o Islão é paz», a sua «comunicação sobre o papel da mulher no Islão, contribuindo, desse modo, para desmistificar de ideias preconcebidas que associam o Islão a uma menorização do lugar da mulher na sociedade».